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domingo, 21 de Fevereiro de 2010

"Abatimento em Dias de Sol"


Estranhamente ou pelo menos não desejavelmente de um ponto de vista social e idealizado, sinto que a chegada dos dias de sol, dias bonitos de verão nos quais se pensou e sobre os quais se sonhou todo o ano, há um número considerável de pessoas tristes, incapazes de os gozar. Prova disso, são os sinais de abatimento na face escondida de muitos, ou o aumento do número de consultas de psicoterapia em época de férias.
Pode parecer incompreensível e até mesmo inacreditável para aqueles que aproveitam todo este calor, todo este sol para carregar energias, passeando, indo à praia, saindo com amigos e familiares, esquecendo finalmente, o quanto custou acabar todo o trabalho ou todos os exames até à muito desejada e benéfica época de descanso. Contudo, para algumas pessoas parece que o Verão as veio entristecer mais, perguntei-me muitas vezes porquê, apercebendo-me ao mesmo tempo que estas nuances mais depressivas já se vinham a manifestar timidamente na altura da Primavera; então, recolhendo várias parcelas do sentir de muitos de nós, concluí que de facto, para quem está angustiado, nada pior que o bom tempo e tudo o que ele inaugura em seu redor, pois, é como se o bom estivesse todo fora do próprio e o mau dentro de si, como se a luz estivesse toda no exterior e, o escuro no interior.
Esta é uma dor que merece ser reflectida, para poder ser melhor ultrapassada. Não raramente, ao sentirem este tipo de emoções mais negativas, numa altura em que ninguém ousa exprimir algo de menos positivo, estas pessoas tendem a isolar-se bastante auto-avaliando-se como inferiormente diferentes, aborrecidas, companhias desagradáveis, culpadas por também não pularem de alegria, envergonhadas pelos afectos que as avassalam, jamais imaginando que podem falar sobre todas as razões que as conduziram a certo abatimento.
Não esqueço nunca o que uma paciente me dizia: “ Sabe o que me levou a vir aqui? A certeza de que pelo menos pagando eu posso ter alguém que me ouça e se esforce para compreender o que estou a sentir. Bem sei que os meus problemas sou eu quem irá ter que resolver, mas tendo a enorme alegria de os pensar consigo, de me conhecer melhor...” . Este curto relato fala por si só, expõe de forma muito clara e objectiva de que forma os sentimentos de solidão e vazio por si só, podem maximizar algumas problemáticas da vida de qualquer um. Exprime também de que modo grande parte das pessoas se sente nos nossos dias, mesmo antes dos dias de Verão ... mesmo sem aparentarem abatimento... é que às vezes, também se sente assim quem anda frenético num vai e vem de actividades, mas com um nervosismo interior permanente.
Nós somos seres de relação e, muitos dos nossos sentimentos são partilhados por um sem número de pessoas, variam apenas na intensidade com que, em determinadas alturas se manifestam, é necessário haver abertura para ouvir as angústias de quem está perto de nós, afinal tal como alguém um dia referiu: “ por alguma razão nós temos dois ouvidos e só uma boca ...”.
Crescemos imenso ao ouvir os outros, eles também espelham um pouco do que nós somos e ajudam a conhecermo-nos melhor.
Eliana Baptista

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Sobre o EBHM

EBHM são as iniciais dos nomes das duas Psicólogas Clínicas que deram vida a este espaço terapêutico. Eliana Baptista e Helena Mourão, licenciaram-se no Instituto Superior de Psicologia Aplicada, em condições pré-Bolonha. Embora já se conhecessem, foi após um reencontro proporcionado pela actividade profissional, que despertou a vontade conjunta de trabalhar em equipa.